Participação em reportagem da BBC sobre morte por gripe suína

Dra Vanessa deu entrevista à BBC sobre morte ocorrida por gripe suína em 2023 no Paraná.

Leia abaixo um trecho da reportagem de Giulia Granchi:

 

“Os sintomas da infecção se assemelham aos causados por outras infecções respiratórias: incluem coriza, dor de garganta, tosse, dificuldade para respirar.

“A variante suína, inclusive, costuma resultar em sintomas mais brandos para humanos. No entanto, pessoas de grupos de risco, como idosos, crianças pequenas [nas quais o sistema ainda não está totalmente completo], e pessoas com comorbidades, como era o caso da paciente que faleceu, têm maiores probabilidades de quadros graves”, explica Vanessa Strelow, médica infectologista do Hospital São Vicente, em Curitiba, no Paraná.

Para um diagnóstico preciso, Strelow reforça a importância do exame PCR (feito por swab nasal), que é capaz de determinar por qual vírus a pessoa foi infectada.

“Esse cuidado dos profissionais de saúde ao notar os sintomas é essencial, já que um teste rápido não detectaria. Temos uma boa vigilância no Brasil, que acompanha constantemente o comportamento e presença dos vírus nos territórios e nos permite saber do que se trata quando há um caso fora da curva, como foi este de gripe suína.”

Não há uma vacina específica que proteja contra a gripe suína. A vacina Influenza trivalente, oferecida gratuitamente nas unidades de saúde, é atualizada todos os anos considerando as cepas mais prevalentes.

A versão de 2023 é composta por duas cepas do vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e por uma cepa do tipo B (linhagem Victoria).

“Não vai proteger contra todas as gripes suínas, mas já é um grande passo estar imunizado contra os vírus que temos mais risco de entrar em contato”, diz Granato.

Em caso confirmado de infecção por gripe suína, explica o médico, o melhor é começar a tratar logo, antes que o vírus se espalhe pelo corpo.

“Uma boa notícia é que as cepas do vírus da gripe têm sido combatidos com relativa facilidade com uma droga genérica que surgiu em 2009 e mudou o quadro da doença – o fosfato de oseltamivir [disponível na farmácia popular].”

 

 

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